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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Vamos conversar? Polêmica sobre o Cellbit, assexualidade e relacionamento tóxico.

 

Gente o assunto é sério e não vou encher de ilustrações nem nada assim, vou no textão direto ao ponto beleza? Ia postar só no Instagram, mas não daria para falar tudo, então preferi falar por aqui e depois ir lá

 Muitos aqui devem ter visto a polêmica envolvendo o Cellbit e que já está se espalhando rapidamente pela rede. Se trata de um assunto muito sério envolvendo o nome dele, da ex e que acaba atingindo quem está próximo deles também. Aqui não é um ig de fofocas, porém não teria como ficar calada, devido a seriedade do assunto e as questões que aborda. 

Para começar isso não é um post para bater martelo de quem ta certo ou errado, porque as questões são bem sérias e esse ponto cabe a um juiz, eu não estava lá e nem vocês. Nada de hate nas redes ok? 

Primeiro em resumo: Tudo começou faz 7 anos, com 18 anos ele teve uma namorada de 20, o relacionamento durou 2 anos e terminou cheio de polêmicas e acusações, sobre as quais ele se manteve em silencio durante esse tempo, porém agora a situação ficou mais complicada. 

Após a acusação de agressão sexual, ele acabou tendo que se pronunciar, e para quem for no twitter dele tem um drive de 19 página, lá ele conta a versão dele de como foi que se conheceram, o começo, o relacionamento em si, o termino e os contatos após. Tudo bastante caótico e com muitos acontecimentos que levados para julgamento vão ter de ser muito bem analisados. 

Mas eu não vim aqui para espalhar fofocas, vim falar sobre esse assunto porque sempre me posiciono nas minhas páginas quando  sinto que é um assunto que preciso conversar com vocês, e dessa vez novamente isso aconteceu. 

No caso vim falar sobre a assexualidade, pois desde que o assunto estourou tem muito fiscal de sexualidade dando pitaco, e não é assim que funciona.

 

A assexualdiade é um espectro, alguns ACEs não sentem atração sexual, mas se relacionam por não sentirem repulsa, geralmente para agradar aos parceiros, outros não se relacional e tem também diversas bandeiras do meio ACE que sentem diferentes níveis de atração e até gostam de relações sexuais. Além disso tem a romanticidade, que também tem um espectro amplo e está ligado a relacionamento romântico, o lado afetivo e não físico da relação. 

No texto do Cellbit ele chega a contar sobre um trauma de infância, claro que tudo que passamos em vida nos influencia, porém não é correto julgar alguém como “ele virou ACE por trauma” ou até mesmo “então ele não é ACE de verdade” por conta disso. Essas falas são preconceituosas e invalidam como a pessoa se sente. Se ele se identifica como Assexual, é esse o ponto que importa.

Ter um trauma pode sim levar uma pessoa a te bloqueios, mas geralmente essa pessoa não se entende como assexual, se ela tem um trauma e se entende como ACE, não significa que um vem do outro e a pessoa não precisa apresentar carteirinha de validação. Dentro da bandeira ACE abraçamos todos aqueles que se identificam como ACEs e juntos conversamos, trocamos muita ideia, falamos de nossas experiências de vida e nos apoiamos. 

E ser ACE não vai abafar o caso ou facilitar um processo judicial. Tendo julgamento o juiz vai buscar saber o que e como cada situação aconteceu, ser ACE não o torna imune a acusação alguma,  indo ao tribunal ele terá que se defender do mesmo jeito ok? Então por favor, não venham com texto falando que ele ta "mandando essa para se livrar" isso vai invalidar todo um grupo que se identifica como ACE porque a galera vai ficar buscando a tal motivação oculta que existe nas vozes da cabeça.

Também não estou falando que ele é santo, Ter se assumido ACE não vai torna-lo meu protegidinho das redes sociais, eu só estou sendo sincera aqui, como falei não o conheço, não sei da índole dele e essa não é a questão aqui nesse post. Nada do que falei acima seria uma prova dele estar certo ou errado em qualquer uma das acusações feitas, até porque quem sou eu para falar da vida dele? 

 

Em resumo: 

- Ter tido relação não torna alguém menos ACE

- Ter tido um trauma não é o que “transforma” a pessoa em ACE, não é uma patologia

- Ser ACE não é um “abafa o caso” para esses escândalos

- Ser ACE não faz de ninguém menos homem ou menos mulher, não faz imaturo, problemático, etc.

-Ser ACE não torna ninguém santo.

 

Ou seja, Ele sentiu a necessidade de expor mais da vida dele para explicar o que está passando, o cara tem muitos seguidores e é óbvio que precisa se pronunciar quando uma acusação tão séria vem a público. O que o levou a expor tanto da intimidade dele e tantos acontecimentos (quem leu o drive de 19 páginas vai entender) pode vir de vários fatores, se foi orientado a isso ou se foi um grande desabafo porque precisava por tudo isso para fora após as acusações, só ele sabe, mas não muda o que estou dizendo.

Não sou ninguém para inocentar ou culpar ele de NADA, mas não vou fiscalizar a sexualidade dele e falar que ele se diz ACE pra escapar da acusação, falei e vou repetir, quem sabe da sexualidade dele é ele, nisso não tem discussão.

Eu administro grupos ACE, grande parte do que faço é ajudar ACEs a se entenderem, luto todos os dias para ajudar a esclarecer sobre a causa e me esforço muito em cada ação mesmo sem saber se dará em algum resultado, não serei eu a invalidar a sexualidade de alguém, ou falar que não é do vale por motivo X ou Y. 

É isso galera, só vim ter essa conversa porque acho que o tema é sério demais e não devemos misturar as coisas, não conheço o Cellbit pessoalmente, nunca conversamos e se tivéssemos conversado ainda assim ninguém conhece ninguém por completo nessa vida, não estou aqui para defender ele e nem para atacar, e sim para pedir, com todo carinho: Não tentem dar uma de juízes nem para cima dele, nem da ex, nem da atual namorada, nem da mãe, do amigo, vizinho, nem de ninguém.

 

Tem uma opinião positiva sobre alguém nessa história toda? Vai no ig da pessoa e deixa uma mensagem de carinho. 

Tem uma opinião negativa sobre alguém nessa história toda? Guarda pra ti, faz hate não, vai fazer bem pra quem isso?

 

Enfim, vim só conversar para explicar um pouco da situação e espero de coração que vocês entendam. Se quiserem saber mais do caso podem pesquisar, ler o que cada um disse e tal, mas deixem o que cabe a lei para quem ta trabalhando nisso. Combinado meus amores? 

E para quem quer saber mais sobre Assexualidade tenho vários posts aqui no blog e lá no instagram @dicasdakira e também podem me chamar que tento ajudar se possível ta? 

Ah! Se algo ficou confuso me perdoem, estou febril e me recuperando após ter ficado muito doente, ainda vou revisar o texto depois para ter certeza que expliquei tudo direitinho ok? Vim falar porque senti que precisava. 

 

Mil beijos e até a próxima.

domingo, 19 de junho de 2022

Chuva de recomendações com representatividade.

 


Yo minnaa!!! Viram chuva de recomendações que comecei no insta? Para quem não viu vou por aqui a lista e os textos que mandei por lá, estou pensando em escrever um pouco mais sobre essas recomendações já que o limite de caracteres no isntagram limita um pouco, mas se fizer será na atualização do post (são 23:40 e quero enviar antes de meia noite kkk) Mas dai só editar o post, se for fazer isso será até no máximo amanhã (dia 20/06/2022) até ás 15h. 

Atenção: Esse post está com os textos na integra como estavam no instagram, porém será editado para melhor leitura em breve. 

Então, dessa vez não tem muito o que falar antes, vamos ao post?

Heartstopper

 

Imagino que a maioria aqui já conhece Heartstopper, já que explodiu em audiência e em comentários online logo após a estreia e tem conquistado bastante os corações dos fãs. E para quem não viu, já fica aqui minha recomendação ❤ 🌈

Eu cheguei a pensar em maratonar a série, mas fiquei meio sem tempo, gostei muito e estou assistindo aos poucos, então como a ideia aqui é fazer 3 posts recomendando entre filmes, animações e séries que tem uma ótima representatividade imaginei que Heartstopper é uma ótima pedida!

Não só tem um romance “refrescante” com um ar de descoberta, como derruba estereótipos que costumam usar frequentemente em boy’s love, tais como o cara mais forte de início tratar o outro mal, foco exclusivamente em homofobia, romance rápido e forçado demais após a primeira fase do filme, etc.

Então Heartstopper é sim, a melhor forma de começar minha recomendação sobre representatividade aqui no ig, para quem assistiu recomendo que leia, para quem leu recomendo que assista e quem não fez nenhum dos dois recomendo que escolha como começar, vale bastante a pena!

Vamos ser sinceros, depois de toda uma geração sofrendo com queerbaiting, uma série como essa merece todo o abraço do povo não é? E já adianto que mais para frente vou conversar aqui sobre queerbaiting, é um assunto que não pode ser esquecido também, mas por agora vamos no alto astral dessa série imperdível! ♥

A série está disponível na Netflix!

 

DC Comics

 

Agora falando um pouco sobre as séries da DC temos o Arrowverse!

Uns amam, outros odeiam... Na verdade muitos nem ligam, mas também tem muitos que brigam online por conta dessas séries, seja defendendo ou criticando e não tem como negar que elas acabaram fazendo bastante barulho nas redes.

Mas o que também não da para negar é que gostando ou não do enredo das séries, a parte de representatividade realmente ficou um verdadeiro espetáculo! Faz todo o sentido em cada série onde diferentes tipos de representatividade aparecem.

O que mais se destaca na minha opinião é que é tudo muito natural e não só no meio LGBTQIAPN+, eles mostram representatividade de etnia, apresentam questões sociais, criticam a hipocrisia que vemos no dia a dia, falam de intolerância religiosa e fazem tudo isso dentro de um roteiro onde nada fica forçado.

Existem por exemplo momentos onde um herói essa por conta de preconceito estrutural acaba tomando atitudes ruins, mas é mostrado que é errado e ele acaba reconhecendo isso também, já com os vilões é claro o quanto estão errados, um bom exemplo é quando os heróis vão a Terra X.

No caso das séries não temos apenas um ou dois “pontos de representatividade” o que é ainda melhor, não é como se tivesse uma cota, faz parte da história! E em muitos casos faz parte desde os quadrinhos! Tanto nos antigos quanto os novos, no meio das HQs tem sim representatividade e Vou deixar de brinde aqui imagens de Superman: Filho de Kal-el, já que causou polêmica e das boas na Bienal do Livro! Ainda lembro daquele dia como se fosse hoje, estava lá no meio da confusão! XD

Ah! Vale lembrar que em Lendas tem representatividade ACE! É um tipo de representatividade ainda rara, a bandeira é pouco conhecida e por isso ter uma grande série falando sobre faz toda a diferença para a comunidade.”

 

Steven Universe

 

Agora falando sobre Steven Universe! Selecionei esse dentre tantos porque ele ficou conhecido por conseguir falar de diversos assuntos de forma leve e emocionante, encantando o público e tocando em temas pouco comuns em animações do estilo.

Além de ter personagens abertamente LGBTs os fãs elogiam muito outros temas ligados a relacionamento e que são abordados ao longo da animação.

Pesquisando uma vez encontrei a seguinte descrição:

“Quando um cometa mágico vem em direção a Beach City, Steven deverá revirar a coleção de quinquilharias do seu pai para encontrar uma arma capaz de salvar a cidade.”

Olhando por ela não me chamou a atenção em nada, na verdade nem o traço da animação é muito meu gosto... Mas dai vi comentários de fãs, posts elogiando, a galera se emocionando pra valer e foi me dando uma baita curiosidade!

Acho que o forte de Steven Universe é justamente esse! Ele te ganha no coração, na empatia que passa das telinhas e alcança cada fã de forma única, vale a pena conferir!

Euphoria

 

Essa  série com toda certeza causou uma forte polêmica rapidamente! Euphoria veio para quebrar tabus e dividir opiniões em alto nível!

A série tem um pouco de tudo, um verdadeiro menu de problemas da sociedade, personagens marcantes, aprendizado sobre empatia, novos olhos sob situações que geralmente são vistas de uma forma já padronizada e muito mais, e com isso a série acaba abrindo um bom leque de diálogos para o público que assiste.

Ai que entra a questão: O que tudo isso tem com o meio LGBT? Algo meio voltado aos tabus seria como aqueles filmes antigos onde o mocinho morre ou algo assim? Ou sobre jovens expulsos de casa por conta da sexualidade?

Não é nada disso! Euphoria tem um ritmo acelerado que se comunica facilmente com os jovens e não se trata de ficar batendo na mesma tecla, se trata de ser diferente! A representatividade trans dessa série por exemplo, é inovadora e traz uma mensagem poderosa!

Exatamente, não se trata de uma série teen sobre drogas, sexo e zueira sem limites, Euphoria vai muito além e fala sobre tabus de sexualidade, identidade e expressão de gênero também, isso sem contar de diversas outras questões que são abordadas ao longo da série, que tem uma direção e edição brilhante que ajudam ainda mais a mergulhar de vez nos episódios.

 

Sense 8


E como se já não tivesse falado de séries polêmicas o suficiente, a próxima é Sense 8! Taí uma série com uma dinâmica única que se mostrou muito bem trabalhada em enredo, harmonia entre cenas, sincronia de personagens, trilha sonora envolvente e que acabou por desesperar os fãs quando não teve renovação de temporada.

Essa série entra para a listinha de séries que todo mundo devia assistir pelo menos uma vez, é realmente muito bem trabalhada e se mergulha profundamente no emocional dos personagens, além de quebrar vários tabus e estereótipos, não apenas sobre sexualidade e para completar ainda tem um ponto cultural que é muito interessante.

Claro que essa série pode acabar chocando uma pela parcela dos que assistirem, mas é sempre assim quando quebramos tabus. E não se trata de “está tentando lacrar” a série é realmente muito boa! Eu já assisti e planejo assistir novamente assim que der ♥


Kipo e os animamonstros


E para finalizar (por agora) Conhecem Kipo e os Animonstros? Vou falar de algo que para alguns pode parecer meio fraco por não ser o foco, mas vou explicar também porque gostei tanto.

Na animação é sobre a protagonista Kipo é obrigada a deixar a toca para viver num mundo pós-apocalíptico tomado por animais mutantes e durante sua jornada acaba fazendo novos amigos, que juntos enfrentam essa jornada.

Acho muito válido lembrar que representatividade não significa que a obra tem que ficar falando sobre o meio LGBT de forma didática, não precisa se tratar de uma aula do tema, embora seja bom ter obras com essa dinâmica, trazer personagens LGBT em seu dia a dia de acordo com a aventura apresentada é igualmente importante.

E é ai que entra a animação da vez, no caso a forma que mostraram o personagem contanto sua sexualidade emocionou muito os fãs!

No sexto episódio, a protagonista confessa um interesse amoroso por Benson, e ele revela que não é recíproco. Então ocorre o seguinte diálogo, simples e direto:

💬“Você só gosta de mim como amiga…”

💬“Sim. Porque sou gay.”

Kipo fica um pouco envergonhada e se embaralha com as palavras, mas o que emocionou foi a forma natural que ela recebe essa notícia, sem questionamentos ou estranheza, como devia ser normal do dia a dia na vida real, sem o irritante “mas é porque não conheceu a mulher certa” ou frases similares. Isso sem contar que ele falar abertamente a sexualidade dele no lugar da animação só dar a entender ou dele se sentir obrigado a esconder também é muito importante.

Pode parecer um detalhe bobo para muitos, mas Berson é um dos personagens do elenco principal de uma animação voltada para o público de 10 anos, isso faz toda a diferença sim! É uma representatividade que de forma sutil ensina sobre respeito e empatia, portanto, achei simplesmente perfeito.

 

 

O post fica por aqui, espero que tenham gostado!

 

 

 

Beijos da Kira.